Natal na tal Na tal cidade, As luzes brilhavam Na tal rua, as crianças brincavam Na tal loja, toda gente comprava presentes Na tal mesa da ceia, o banquete era farto Na tal cidade, não havia luz Na tal rua, as crianças perambulavam pedindo, Na tal loja, os olhinhos choravam olhando a vitrine Na tal mesa, faltava alimento Na tal Natal... Tony Arlen 25/12/2018.
A compreensão de que um sofrimento alheio é resultante da lei da causa e efeito não deve substituir nosso sentimento de compaixão, de ternura e nosso apoio ao próximo. Tony Arlen
*Aos que tiveram seu pai até a idade adulta* Eu me lembro... era apenas um menino de sete anos quando meu pai se foi. Naquela manhã, diante da ausência que eu não compreendia, um tio querido tentou suavizar a dor e me disse: “Seu pai não morreu.” Na minha ingenuidade, ouvi, compreendi as palavras, mas pensei comigo: *“Ele acha que eu não sei... mas eu sei. Eu sei que meu pai morreu.”* Só que eu *não sabia*. Eu não sabia o que era a morte. Eu não sabia que não haveria mais mãos dadas pelas ruas, que não ouviria mais conselhos, que ele não estaria ao meu lado nos tropeços da adolescência, nem nos desafios da vida adulta. Eu não sabia da falta que ele faria por tanto tempo — e para sempre. Cresci. Aprendi com a vida o que ele não pôde me ensinar. E hoje, com a maturidade que o tempo traz, percebo o que jamais saberei: como teria sido crescer com ele por perto. É a vocês que tiveram esse privilégio — não por culpa, mas ...
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