Sinfonia da Paixão **O Jumentinho e a Glória** Do alto do monte, o Mestre avistou o cimo, não em cavalos de guerra, mas no lombo da humildade. A humanidade sorridente, adversa, fita-o e conversa, lançando ramos que o tempo logo jogaria no passado. O Rei entra na cidade-cápsula do tempo, sabendo que a glória de hoje é a poeira de amanhã. **A Figueira e o Templo** Olhou a figueira, mística materialista, tinha folhas e aparências, mas faltava-lhe o sumo do Ser. Secou-se o tronco, quebrando aos poucos, pois o que não dá fruto, não suporta a intempérie. Depois, no Templo, o chicote de cordas: Expulsou os vendilhões que mediam a fé com moedas, pois quando se utilizam medições para avaliar o Divino, os instrumentos tornam-se as armas do crime contra o Espírito. **A Ceia e o Jardim** "Tomai e comei", disse Ele, o Gafanhomem Santo, mas aqui, a vida não devora a vida para o fim, mas para a permanência infinita. No Getsêmani, a gota de suor como gota d'água rolou do rosto ao chão...